quarta-feira, 11 de abril de 2012

RIO + 20 - PEÇA


Sonho Ecológico-

ADAPTAÇÃO DA PEÇA   “ A missão de Alice” (Ateliê de Aprendizagem - PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL),  FEITA NA ELETIVA DE TEATRO DO  GEC  RIVADÁVIA CORRÊA SOB ORIENTAÇÃO DA PROF JANETE MARTINS BLOISE.
ARGUMENTO:
 Alice é uma estudante do Ginásio Experimental Carioca Rivadávia Corrêa , que tem uma tarefa escolar envolvendo pesquisa sobre o meio ambiente. Enquanto pesquisa, ela adormece e sonha com uma situação em que Ambiente, Ecologia, Preservação, Reciclagem, Lixo, Consumismo, Poluição ,Sol, Água e Mãe Natureza se reúnem para discutirem situações emergenciais sobre os problemas do Ambiente, aproveitando o encontro "RIO+20". Na história, os conceitos ganham vida. Alice assiste a história, adormecida no canto da sala onde estava estudando. O Consumismo, Lixo e a Poluição são convencidos a mudarem de atitude pelo Respeito, o Amor e a Consciência. Muito é discutido por estes conceitos-personagens, e, ao final, Alice acorda,  lembra do seu sonho , conta tudo que aprendeu sonhando para sua mãe e termina o cartaz.
Alunos que ajudaram na adaptação e trabalham na peça:
Preservação : RAFAEL - 1702
Mãe de Alice / Diretora, organizadora e estilista: JULIANA MORAES - 1703
Mãe natureza: ANA RACHEL -1702
Meio ambiente: JONAS CHRISTIAN - 1701
Consciência: EMERSON -1802 -  Narrador: EMERSON - 1802
Amor: NICOLE CASTRO -1703
Lixo: PEDRO PAULO DE JESUS - 1701
Poluição: BRUNO HENRIQUE - 1702
Reciclagem: DIEGO RODRIGUES - 1703
Alice: MARIANA GRIJÓ -1801
Ecologia: MILENA POLONINI - 1802
Respeito: CLEIVERTON -1802
Sol: PATRICK - 1703
Água: MATEUS COUTINHO - 1702
Consumismo: PEDRO PAULO – 1802

ANA RAQUEL -MÃE NATUREZA







                                    EMERSON -NARRADOR E CARTEIRO



PEDRO PAULO - CONSUMISMO

                                                               RAFAEL- ECOLOGIA
PATRICK -SOL
NICOLE - AMOR



BRUNO - POLUIÇÃO
JULIANA - MÁE

                                           MATEUS COUTINHO - ÁGUA
JONAS - MEIO - AMBIENTE
MILENA - ECOLOGIA


PEDRO DE JESUS - O LIXO
CLEIVERTON - RESPEITO


O personagem Respeito conversando com o personagem Ecologia sobre as providênciasa serem tomadas para salvar o planeta Terra.


      VAL - SONOPLASTA

O sol falando sobre sua situação para a reciclagem, o lixo e a água!
 O personagem Consumismo ao celular, intimidando à todos, com muita falta de respeito e arrogância!




Os personagens Amor, Consciência e Respeito em AÇÂO!!!







Poluição e amigos do Meio-Ambiente discutindo!




O público assistindo atento!!


O personagem Reciclagem mostrando sua peronalidade!!!!



Alice sonhando e o personagem Água dando seus depoimentos.
          O Meio- Ambiente menos aflito com os acordos que fizeram de respeito e consciência        Ecológica.                                                 

domingo, 8 de abril de 2012

"AMIZADE" - Friendship (inglês) - Affetto (italiano) - Freundschaft (alemão) - affection (francês) - 友情 (chinês) - صداقة (árabe)

Vídeos criados pelos alunos  do Gec Rivadávia Corrêa, divididos por turmas, a partir de fotos tiradas em sala , para fortalecer a amizade e a autoestima entre os alunos, durante as aulas de PROJETO DE VIDA.
Música escolhida por cada turma, com tema de amizade, depois de uma grande e democrática votação.
 Cada turma criou seu grito de guerra no final do vídeo, menos as 1900.
PROJETANDO A VIDA COM ARTE

TURMA 1703 - " A Amizade é tudo"



TURMA 1702 - AUTOESTIMA - PROJETANDO A VIDA COM ARTE


TURMA 1801 - VIDA E ARTE NUM PROJETO SÓ!!!



TURMA 1901 AMADURECENDO NA VIDA COM ARTE




TURMA 1802  - ÚNICA EM SEUS PROJETOS DE VIDA


TURMA 1902 CRESCENDO NA VIDA COM A  ARTE


TURMA 1701 - VIDA E ARTE ELEVANDO A AUTOESTIMA

sábado, 7 de abril de 2012

REVISTA EDUCAR APPAI

http://www.appai.org.br/media/projetosimagens/revistaeducar/edicoes/76/#38

Reportagem publicada na revista APPAI - Educar no. 76


Arte e Educação
Antônia Lúcia
Arte na Escola
Que a arte responde por grandes tranformações
na sociedade desde os tempos
mais longínquos, isso não se discute. O
que muitos ainda não sabem é que essa
mesma arte tem sido responsável pela mudança de
atitude de vários alunos do Ginásio Experimental Carioca
Rivadávia Corrêa, no Centro do Rio. Idealizado
pela professora de Artes Janete Martins Bloise o projeto
tem revelado um lado criativo dos estudantes, até
então desconhecido. Inspiradas por grandes mestres
como Leonardo da Vinci, Michelangelo e outros, as
turmas do oitavo ano realizaram vários trabalhos,
dos quais quatro acabaram sendo selecionados para
a Mostra Municipal Conexão das Artes, organizada
pela Secretaria Municipal de Educação.
Com o novo modelo de ensino, realizado em tempo
integral, a turma ganhou mais tempo para a leitura e
pesquisa acerca dos tópicos ministrados na disciplina.
A professora Janete apresentou aos alunos informações
sobre a arte na época do Renascimento, bem
como os artistas daquele e de outros movimentos.
Paralelamente, os educandos utilizavam, como material
de apoio e fonte de inspiração, cópia ampliada,
em preto e branco, da pintura de Mona Lisa.Diretora: Bárbara Portilho
Fotos cedidas pela escola

Aspectos essenciais
à criação foram
apresentados aos alunos
a fim de embasá-los
tanto no conhecimento
como na apreciação das
produções artísticas
Divididos em grupos de até quatro integrantes, eles associaram os conhecimentos
adquiridos à originalidade e fi zeram uma releitura da mais famosa obra de Leonardo
da Vinci. “Coloquei adereços e ajeitei o cabelo para a minha Mona Lisa fi car moderna”,
revelou a estudante Paula Oliveira Barros de Souza da equipe que criou a Mona
Fashion. Nas paredes, Mona Lisas siliconadas, loiras, vítimas da violência doméstica,
religiosas, sem o típico sorriso, de lábios carnudos, teen...enfi m, sob todas as óticas,
mas não menos “monalística”.
Além das informações em sala, a turma assistiu a um vídeo sobre a história do
Renascimento, suas fases e outras escolas que compuseram esse mosaico da cultura
do século XIV ao XVII, fragmentados em três etapas: Trecento, Quattrocento,
Maneirismo ou “trio sagrado” da Renascença. “Como não temos material didático,
busco recursos na enciclopédia virtual de Educação, que nos permite assistir a
vários vídeos e visitar virtualmente museus, como o Louvre, onde está o quadro
da Mona Lisa”, justifi ca a professora. Numa perspectiva acadêmica ou popular, a
famosa tela de Michelangelo A criação de Adão revelou-se de maneira original para
as turmas 1800, tendo como resultado algumas reproduções bastante modernas.
Nessa busca pela capacidade inovadora, a pintura Rupestre – arte preservada
por milênios em grutas pré-históricas e que se transformaram em verdadeiros
museus da humanidade – teve a sua marca nas aulas de Artes, revistas pelo olhar
dos acadêmicos do século XXI. As fi guras gráfi cas de Escher também ganharam
seus contornos nas mãos das turmas do segundo ciclo do Ensino Fundamental
que trabalharam nelas com muita alegria e improviso. “Por fi carmos o dia todo na
escola, a gente se envolve mais nos projetos, tem mais tempo para conversar com
os alunos e conhecê-los melhor”, ressalta a professora enfatizando o quanto essa
maior presença contribuiu para o sucesso do trabalho.
De acordo com a docente, outro aspecto favorável é o maior envolvimento
com a cultura através das exposições, das visitas aos museus, galerias de arte e
vernissages, além dos passeios por pontos históricos que têm se tornado um estímulo
para a ampliação da leitura de mundo de todos os alunos. Para esse ano, a
professora já traçou um novo calendário de ações, projetos e atividades para que
a a rte na escola continue a ser vista e vivida como uma das belas nuanças desse
grande mosaico que é a vida.

domingo, 25 de março de 2012

Grafite - graffiti -graphite - grafito

Nosso 1o. trabalho no Movie maker em 2007.Aproveitamos uma exposição de grafite na Galeria da Caixa Econômica que dava para fotografar e fizemos muitas fotos interagindo com as imagens
. Normalmente não se pode fotografar nas galerias, por danificar as obras ou ferir os direitos autorais, mas como essa exposição foi pintada no local e a função do grafite  ( que veio das ruas para as galerias) é mesmo de intervenção, a nossa intervenção foi legítima e oportuna.Tenho retomado contato com alunos dessa época, irmãos de alunos atuais como a Clara e Kamila e eles relembram os trabalhos de grafite , e como nessa época não tinha youtube, postei esse vídeo que consegui achar ,feito em 2007, para que  revejam. 


sexta-feira, 16 de março de 2012

CREATIVE CLASS - CRIATIVIDADE EM SALA

TURMA1702; QUERIDA, PARTICIATIVA, ORGANIZADA E CRIATIVA-

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TURMA 1701 ;DIVERTIDA, QUERIDA, ALEGRE E CRIATIVA!!!!!!!


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TURMA 1703 ; ANIMADÍSSIMA, CRIATIVA, REVELADORA!!!!!




segunda-feira, 12 de março de 2012

MEC - REPORTAGEM




         
Sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - 16:30
Divididos em grupos, os estudantes do Ginásio Rivadávia Corrêa usaram a colagem e a pintura para recriar a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci (foto: blog da escola)A famosa e enigmática Mona Lisa, obra-prima de
 Leonardo da Vinci, serviu de modelo para a criatividade
 dos alunos do oitavo ano do Ginásio Experimental
 Carioca Rivadávia Corrêa, no centro do Rio de Janeiro.
 A professora de artes Janete Martins Bloise escolheu
 o artista italiano para apresentar aos estudantes 
o período do Renascimento. O resultado ficou tão bom
 que quatro obras dos alunos foram selecionadas para
 a Mostra Municipal Conexão das Artes, organizada pela Secretaria Municipal de Educação.

Depois de ler sobre a arte na época do Renascimento e artistas daquele período, a professora 
entregou a cada um dos alunos cópia ampliada, em preto e branco, do quadro Mona Lisa.
 Divididos em grupos de quatro, eles teriam de trabalhar com colagem e pintura para recriar 
a obra. Os trabalhos foram filmados e transformados em vídeo para o blog da escola. 
Como fundo musical, nada mais apropriado do que a canção Mona Lisa, de Jorge Vercilo.

O grupo de Paula Oliveira Barros de Souza, 14 anos, criou a Mona Fashion
“Coloquei adereços e ajeitei o cabelo para a minha Mona Lisa ficar moderna”, explicou a aluna,
 que estudou sobre a obra a ponto de saber da matemática escondida na pintura — 
ao pintar o retrato, Da Vinci buscou conceitos matemáticos (razão áurea) para chegar
 à beleza perfeita.

“Como não temos material didático, busco recursos na Educopédia (enciclopédia virtual 
de educação), que nos permite assistir a vários vídeos e visitar virtualmente museus,
 como o Louvre, onde está o quadro”, explica a professora Janete. Os alunos do oitavo
 ano puderam assistir a um vídeo que traça uma linha do tempo, iniciada com a arte rupestre,
 passando pelo Renascimento, movimento intelectual e artístico que surgiu na Itália, entre os
 séculos 14 e 17.

“No século 16, encontramos, paralelamente ao interesse pela civilização clássica, o menosprezo
 pela Idade Média, associada a expressões como barbarismo, ignorância, obscurantismo, gótico 
ou sombrio. Por isso, o nome Renascimento”, destaca um trecho do vídeo. “A vida cultural
 deixou de ser controlada pela Igreja Católica e foi influenciada por estudiosos da sociedade 
greco-romana, chamados de humanistas.”

Outro artista da Renascença apresentado aos alunos foi Michelangelo, autor da Pietá e dos
 afrescos no teto da Capela Sistina, no Vaticano, em Roma. Entre os quais A Criação de Adão,
 pintado por volta de 1511. Os trabalhos dos alunos também foram filmados e postados no blog.

A professora aprova a adoção pela escola, no ano passado, do período integral.
 “Ao ficar o dia todo, a gente se envolve mais nos projetos, tem mais tempo de conversar 
com os alunos e conhecê-los melhor.”

As exposições que chegam à cidade também servem de motivação para as aulas. Em 2011,
 os alunos visitaram a do artista gráfico holandês Maurits Escher (1898–1972),
 outro recorreu à matemática para criar gravuras. Para o ano letivo de 2012, 
Janete pensa em ampliar o uso da tecnologia nas aulas de arte. A intenção 
é que cada turma da escola, do sétimo ao nono ano, tenha seu próprio blog para
 postar trabalhos e escrever comentários sobre a arte dos colegas.

Rovênia Amorim  http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17463

Confira o blog da escola

Saiba mais no Jornal do Professor
Palavras-chave: artes, Mona Lisa, Renasciment
o

sábado, 10 de março de 2012

METAESQUEMAS

Hélio Oiticica -"concrete art", "art concret"

Jogo utilizado, entre o site:    http://www2.tvcultura.com.br/artematematica/int08.html
 Jogo interativo de memória visual auditiva, utilizando um Metaesquema do Hélio Oiticica.
Vários trabalhos de Arte e Matemática serão desenvolvidos a partir dessas brincadeiras.
Utilizei um aluno comandando do net book e dois grupos clicando nos retângulos que apareciam no telão.Ouvia-se uma música  a cada toque, simulando um tablet gigante. A turma torcia para os grupos e também participava.Foi bem divertido, trabalhei com  todas as turmas, despertando o interesse para o abstracionismo geométrico Concretismo. Ver abaixo da figura, a definição de Concretismo retirada do portal São Francisco.
Depois cada aluno irá fazer seu metaesquema, desenhando e pintando a guache, como  Helio Oiticica fez em cartões, ou recortar e colar em papel colorido. Trabalho final: -Mosaico de Metaesquemas- identificando, medindo e classificando os ângulos que surgiram. Matematica e Arte andando juntas

METAESQUEMA COM FOTOS DE ALUNOS

Para conhecer mais os Metaesquemas  entre nos sites abaixo:

http://www.heliooiticica.org.br/home/home.php - site projeto Hélio Oiticica

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/encic
lopedia/ho/index.cfm?fuseaction=detalhe&pesquisa=simples&cd_verbe
te=4481 - site do Itaú cultural

Abaixo texto explicativo sobre os "metaesquemas", pintados durante o período construtivista desse artista e retirado do Blog  do jornalista Marcelo Savignano:
http://percipiencias.blogspot.com/2010/01/os-metaesquemas-de-helio-oiticica.html 





Pinturas utlisando metaesquemas individuais: 9o. ano





  

 






 


OS METAESQUEMAS DE HÉLIO OITICICA   











É atraente pensar num garoto carioca, de vinte e poucos anos, no fim da década de 50, querendo escarafunchar as relações entre cor, linha, estrutura e plano nas artes plásticas.
Os relatos da investigação dessas relações começam a ser grafados em retângulos pintados de guache sobre um cartão. Adiante, começam a surgir outros cartões com outros retângulos, e outras figuras geométricas, em diferentes tamanhos, contornos, cores, preenchimentos e disposições no plano do papel.
Hélio Oiticica, o garoto em questão, nomeava esse experimento realizado entre 1957 e 1958 de metaesquemas.
Provindas de um cálculo matemático rigoroso, essas produções esquemáticas se conectam incondicionalmente aos preceitos do construtivismo, linguagem que posteriormente Oiticica passaria a desprezar.
Contudo, são nesses metaesquemas que o artista descobrirá as estruturas que vão levá-lo a desenvolver suas obras de terceira dimensão, como os bilaterais e os relevos espaciais (1959).

Ver abaixo a definição de Concretismo retirada do portal São Francisco.


Concretismo é um abstracionismo geométrico que procura, através de cores e linhas, um movimento perceptivo vibratório. O espectador, ao contemplar a obra, vai sentir certas vibrações e modificações perceptíveis nas imagens da composição.Traz semelhanças com o Suprematismo e o Construtivismo.





Concretismo
Max Bill. Harmonie der Saulen, 1979. Litografia.
Concretismo procura sintetizar as teorias abstratizantes e científicas da Arte Moderna. É bidimensional, levando a pintura de volta superfície do quadro, como fez Mondrian no Neo-plasticismo.
No Brasil, a primeira Bienal de São Paulo(1951) estimula muitos artistas a engajarem-se na linguagem despojada e geométrica da arte concreta.
A aplicação prática do Concretismo foi a programação visual e o design industrial.Destacam-se os brasileiros Ivan Serpa, Lígia Clark e Hélio Oiticica.
Concretismo
Ivan Serpa. Formas, 1951. Óleo sobre tela.
Concretismo
Ivan Serpa. Faixas Ritmadas, 1953. Tinta industrial sobre hard board.
Internacionalmente, destacam-se Max Bill, Josef Albers e Bruno Munari.
Concretismo
Max Bill. Double surface with six rectangular corners (Moebius), 1948-78. Granito.
A arte concreta é precursora do movimento “op-art”.
Fonte: www.diretoriodearte.com
Concretismo
Concretismo é um movimento de vanguarda na música erudita e nas artes plásticas que surge na Europa nos anos 50. Na literatura, a primeira manifestação oficial se dá no Brasil. O movimento defende a racionalidade e rejeita o Expressionismo, o acaso e a abstração lírica e aleatória. Não há intimismo nas obras, nem preocupação com o tema. A idéia é acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.
Na década de 60, poetas e músicos envolvem-se com temas sociais. De modo geral, é uma ligação pessoal, sem destaque na obra, a qual se preocupa mais com a inovação da linguagem.
Muitos artistas, porém, defendem a afirmação do poeta russo futurista Vladímir Maiakóvski (1893-1930) de que não há arte revolucionária sem forma revolucionária.
O movimento surge oficialmente no cenário artístico internacional em 1954, quando começam a funcionar regularmente os cursos da Escola Superior da Forma em Ulm, na Alemanha. Baseia-se na produção e na teoria de vários artistas ligados ao Abstracionismo geométrico, sobretudo do suíço Max Bill (1908-). Eles exigem racionalidade, desfazem a distinção entre figura e fundo e enfatizam a linguagem do design. Usam régua para conceber as pinturas. As esculturas têm formas geométricas.
Nos anos 60, o Concretismo e as tendências do Abstracionismo geométrico originam a op art (arte óptica), uma arte abstrata em que efeitos ticos confundem forma e fundo e distorcem a profundidade. Muitas obras são criadas em preto-e-branco. Várias dependem da luz ambiente e de movimento para produzir os efeitos pretendidos. O nome mais significativo é o do húngaro radicado na França, Victor Vasarely (1908-).
Nascida oficialmente no Brasil, com a obra dos poetas Augusto de Campos (1931-), Haroldo de Campos (1929-) e Décio Pignatari (1927-), a poesia concreta alcança expressão também em países europeus, no Japão e nos Estados Unidos (EUA).
Caracteriza-se pelo abandono do verso, da importância do tema e da expressão de emoções íntimas. Explora o som e a disposição das letras no papel, em busca de efeito gráfico, eliminando a direção tradicional de leitura. Na composição do texto, podem ser usados vários tipos de letra.
Eventualmente a impressão é feita em cores. Entre os precursores da poesia concreta estão os poetas franceses Guillaume Apollinaire (1880-1918), Stéphane Mallarmé (1842-1898), o norte-americano Ezra Pound (1885-1972), os futuristas e os dadaístas.
Concretismo na música aparece em 1948, com Pierre Schaeffer, (1910-1995). As composições são criadas com base nas sucessivas montagens de fitas com sons do cotidiano, como vassouras em fricção no chão, água escorrendo da torneira, barulhos de rua.
No início, o Concretismo na música tem caráter aleatório.
Depois, adota os critérios rígidos que marcam o movimento nas artes plásticas e na poesia.
O resultado é a música eletrônica desenvolvida na Alemanha.
Concretismo nas artes plásticas ganha força após a exposição das obras de Max Bill, vencedor da 1ª Bienal de Artes de São Paulo, em 1951, e do lançamento do manifesto Ruptura no ano seguinte. O líder do movimento é Waldemar Cordeiro (1925-1973). Fazem parte do grupo inicial Geraldo de Barros (1923-1998) e Luís Sacilotto (1924), que também antecipam características da op art.
Na literatura, o primeiro número da revista Noigandres, em 1953, marca a união dos criadores da literatura concreta - Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Mas só na segunda edição, em 1955, é que se publica o primeiro poema integralmente concreto, Poetamenos, de Augusto de Campos, feito em 1953.
Na década de 60, realizam-se experimentações formais com palavras ligadas a problemas sociais. Poetas concretos destacam escritores esquecidos, como é o caso de Sousândrade (1832-1902), e valorizam o trabalho de tradução como uma recriação poética. Exercem também influência sobre compositores ligados ao Tropicalismo.
Concretismo na música é bem recebido no país, mas na época não há estúdio que faça esse tipo de composição.
Fonte: www.spiner.com.br