sábado, 23 de março de 2013

Museus de Arte do Rio


ELETIVA -  aulas passeio - 

Viajando pelos Museus do Rio de Janeiro



 




 Inspiração na pedagogia do educador francês Célestin Freinet   :
MUSEU DE ARTE DO RIO -dia 14\03\2013
                           


"A democracia de amanhã se prepara na democracia da escola" 


"Se não encontrarmos respostas adequadas a todas as questões sobre educação, continuaremos a forjar almas de escravos em nossos filhos" 


Para mim a técnica didática desenvolvida com mais êxito por Freinet  foi a aula-passeio (trabalho de campo), que nasceu justamente da observação de que as crianças para quem lecionava, que se comportavam tão vividamente quando ao ar livre, pareciam desinteressadas dentro da escola. Uma segunda criação célebre desse educador brilhante foi o desenvolvimento  da comunicação através da imprensa e o livro da vida na escola, que  elimina a distância entre alunos e professores e que traz  para a classe a vida "lá fora". "É necessário fazer nossos filhos viver em república desde a escola", escreveu Freinet. O" Livro da Vida" do aluno ou da turma, registra as emoções e descobertas através da comunicação verbal e não verbal, com desenhos e palavras  enriquecendo, somando, fortalecendo a bagagem dos nossos estudantes. Os cantinhos temáticos dentro de sala  que ele propunha,se transformaram dentro do Ginásio Carioca ,nas nossas salas ambientes e eu na Escola Rivadávia Corrêa sempre desfrutei desse previlégio estendido aos meus alunos, de trabalharmos numa sala com livros, murais, cores, materiais e ambientação que nos levam para o mundo da arte,
Aluno registrando quadros que mais gostou!




PEQUENA BIOGRAFIA:
Freinet nasceu em 1896 em Gars, povoado na região da Provence, sul da França. Foi pastor de rebanhos antes de começar a cursar o magistério. Lutou na Primeira Guerra Mundial em 1914, quando os gases tóxicos do campo de batalha afetaram seus pulmões para o resto da vida. Em 1920, começou a lecionar na aldeia de Bar-sur-Loup, onde pôs em prática alguns de seus principais experimentos, como a aula-passeio e o livro da vida. Em 1925, filiou-se ao Partido Comunista Francês. Dois anos depois, fundou a Cooperativa do Ensino Leigo, para desenvolvimento e intercâmbio de novos instrumentos pedagógicos. Em 1928, já casado com a artista Élise Freinet (que se tornaria sua parceira e divulgadora), mudou-se para Saint-Paul de Vence, iniciando intensa atividade. Cinco anos depois, foi exonerado do cargo de professor. Em 1935, o casal Freinet construiu uma escola própria em Vence. Durante a Segunda Guerra, o educador foi preso e adoeceu num campo de concentração alemão. Libertado depois de um ano, aderiu à resistência francesa ao nazismo. Recobrada a paz, Freinet reorganizou a escola e a cooperativa em Vence. Em 1956, liderou a vitoriosa campanha 25 Alunos por Classe. 
No ano seguinte, os seguidores de Freinet fundaram a Federação Internacional dos Movimentos da Escola Moderna (Fimem), que hoje reúne educadores de cerca de 40 países. Freinet morreu em 1966. 

Apaixonada que estou atualmente pela região do Sul da França, pelo perfume, cores, flores, movimentos artísticos surgidos ali, venho nesse momento da criação da eletiva "viajando pelos museus do Rio" me identificar com o trabalho desse pedagogo que nasceu e trabalhou  nessa região da França e que no meu ano de nascimento, conquista o número de 25 alunos por turma, através de uma campanha. Curiosamente minha eletiva tem 23 alunos e estamos praticando nossas aulas passeio com mais 2 alunos da eletiva do Jornal realizada pela professora Luciana de espanhol, totalizando também os 25 alunos.
 A coordenadora Renata Ricoca foi quem me sinalizou  sobre essas semelhanças entre nossas práticas,que agora venho estudando e me identificando mais a fundo. 

Nossa eletiva visita um museu num dia e registra com fotos, vídeos, animações, livro da vida e depoimentos críticos na semana seguinte.
Como acredito que coincidências não existem, sinto-me, não por acaso,  nessa intenção de trabalho do Freinet :
Senso cooperativo
Senso de responsabilidade
Sociabilidade
Julgamento pessoal
Autonomia
Expressão
Criatividade
Comunicação
Reflexão individual e coletiva
Afetividade 












 

 



 









segunda-feira, 18 de março de 2013

Pensamentos de Pablo Picasso


A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica.
Pablo Picasso

Eu gostaria de viver como um pobre, mas com muito dinheiro.
Pablo Picasso
Em arte, procurar não significa nada. O que importa é encontrar.
Pablo Picasso
Um quadro só vive para quem o olha.
Pablo Picasso
Pinto as coisas como as imagino e não como as vejo.
Pablo Picasso
A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade.
Pablo Picasso
Cansei-me de ser moderno. Quero ser eterno.
Pablo Picasso
Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte.
Pablo Picasso
O que já fiz não me interessa. Só penso no que ainda não fiz.
Pablo Picasso
Ser contra um movimento é ainda fazer parte dele.
Pablo Picasso
A arte é uma mentira que diz a verdade
Pablo Picasso
Pintar é libertar-se, e isso é o essencial.
Pablo Picasso
'' ... O maior inimigo da criatividade é o bom senso ... ''
Pablo Picasso
Todas as criaturas nascem artistas. A dificuldade é continuar artista enquanto se cresce.
Pablo Picasso
Tudo o que você pode imaginar é real.
Pablo Picasso

"Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre trabalhando."
Pablo Picasso
"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há também aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."
Pablo Picasso
Não devemos ter medo de inventar seja o que for. Tudo o que existe em nós existe também na natureza, pois fazemos parte dela.
Pablo Picasso

É preciso ter muito cuidado com o que se faz, pois é justamente quando nos julgamos menos livres que estamos a ser mais livres.
Pablo Picasso
Uma ideia é um ponto de partida e nada mais. Logo que se começa a elaborá-la, é transformada pelo pensamento.
Pablo Picasso

quarta-feira, 13 de março de 2013

MUSEU DE ARTE DO RIO

Foi inaugurado, sexta-feira (1º DE MARÇO de 2013), o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, no dia em a cidade completou 448 anos. O complexo é a primeira obra cultural pronta do projeto de revitalização da Zona Portuária.







O museu
Dois prédios fazem parte do MAR: a Escola do Olhar, cuja proposta é formar professores e alunos a partir da conjugação de arte e educação; e o Palacete Dom João VI, que vai abrigar exposições nas oito salas distribuídas por seus quatro andares.
Com 15 mil metros quadrados, sendo 2,4 mil de área expositiva, o museu, uma realização da Prefeitura do Rio e da Fundação Roberto Marinho, foi inaugurado com quatro exposições simultâneas: "Rio de Imagens: uma paisagem em construção"http://www.riomaisbarato.com.br/eventos/rio-de-imagens-uma-paisagem-em-construcao/; "O colecionador: arte brasileira e internacional na coleção Boghici"http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Boghici; "Vontade construtiva na Coleção Fadel"http://veja.abril.com.br/200202/p_138.html; e "O abrigo e o terreno - Arte de sociedade no Brasil I".
Para acessar o palacete, o público terá obrigatoriamente que entrar no complexo pela escola. Por meio de um elevador, os visitantes chegarão ao último andar, onde encontrarão uma passarela que dá acesso ao prédio expositivo. As mostras, então, poderão vistas de cima para baixo, do terceiro andar ao térreo.

A primeira neste fluxo de visitação proposto pelo museu delas é "Rio de imagens", sobre as transformações do cenário urbano da cidade ao longo de quatro séculos. Com curadoria de Carlos Martins e Rafael Cardoso, a exposição vai contar com aproximadamente 400 peças, dentre elas quadros de Tarsila do Amaral, gravuras de Lasar Segall e aquarelas de Ismael Nery, além de uma reprodução multimídia que remonta a antiga Avenida Central, a atual Avenida Rio Branco, no Centro.
Dilma Rousseff, ao lado de Eduardo Paes, visita o Museu de Arte do Rio de Janeiro (Foto: Beth Santos/ Prefeitura do Rio)Dilma Rousseff, ao lado de Eduardo Paes, visita o Museu de Arte do Rio de Janeiro (Foto: Beth Santos/ Prefeitura do Rio)
No segundo andar, serão exibidas cerca de 140 peças da coleção particular do marchand Jean Boghici. A mostra "O colecionador: arte brasileira e internacional na coleção Boghici" inclui pinturas e esculturas de Di Cavalcanti, Brecheret, Guignard, Vicente do Rego Monteiro, Rubens Gerchman, Antonio Dias, Calder, Kandinsky e outros 70 artistas sob a curadoria de Luciano Migliaccio e Leonel Kaz. O detalhe fica por conta da disposição das peças, organizadas em dois grandes círculos. No primeiro, as telas ficarão voltadas para o centro da sala; na segunda, viradas para as paredes, numa alusão ao movimento de sístole e diástole, como definem os curadores.
Um piso abaixo, a "Vontade construtiva na Coleção Fadel" reúne aproximadamente 230 peças, todas produzidas por artistas plásticos brasileiros participantes dos movimentos concreto e neoconcreto, que surgiram e se desenvolveram durante as décadas de 1950 e 1960. São destaques obras de Willys de Castro, Hercules Barsotti, Lygia Clark, Franz Weissemen, Ligya Pape, Hélio Oiticica e Aloísio Carvão, entre outros, sob curadoria de Paulo Herkenhoff e Roberto Conduru.
Com curadoria de Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff, "O abrigo e o terreno - Arte de sociedade no Brasil I" será instalada no térreo e vai incluir obras relativas às questões do direito à habitação, à política territorial, à ocupação do espaço público e aos grandes projetos de reforma urbana, além das relações de inclusão e exclusão no contexto urbano. Além de projetos coletivos, também serão expostas obras de Antonio Dias, Bispo do Rosário e Lygia Clark, entre outros, e penetráveis de Helio Oiticica e Ernesto Neto, que promovem interatividade com o público.
MAR fica na Zona Portuária do Rio, que passa por revitalização (Foto: Reprodução/TV Globo)






http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/mar-museu-de-arte-do-rio/platb/

quarta-feira, 6 de março de 2013

ARTE AFRICANA - ADINKRA

  A Arte Africana tem inúmeras faces :
 nesse primeiro semestre vamos explorar a Simbologia Adinkra  em
 PROJETO de VIDA (valores) e ARTES (estética):

Assim que terminarmos os trabalhos, postaremos todos para que apreciem o nosso novo
"olhar carioca" para esse SIMBOLOGIA ADINKRA

 Entre as manifestações culturais da nação Ashanti, destaca-se o estampado adinkra. Encontra-se também no povo Gyaman, da Costa do Marfim. Adinkra são símbolos que representam provérbios e aforismos. É uma linguagem de ideogramas impressos, em padrões repetidos, sobre um tecido de de algodão.

VÍDEO MOSTRANDO A IMPRESSÃO COM CARIMBOS DOS IDEOGRAMAS ADINKRAS

video

Considerado como um objeto de arte, o adinkra (adeus, em twi) constitui um código do conhecimento referente às crenças e à historia deste povo. A escrita de símbolos adinkra reflete um sistema de valores humanos universais: Família, integridade, tolerância, harmonia e determinação, entre outros. Existem centenas de símbolos e a maioria deles é de origem ancestral, sendo transmitidos de geração em geração. Muitos representam virtudes, sagas populares, provérbios ou eventos históricos. Os ganeses geralmente escolhem suas roupas para usar segundo o significado das cores e dos símbolos estampados nelas. A estampa e a cor expressam sentimentos de ocasiões específicas como festas de funerais, festivais tradicionais, ritos de iniciação como o da puberdade, casamentos, durbars etc. Alegria está relacionada a cores alegres e ao branco, enquanto que para funerais e luto predominam as cores como azul e vermelho escuros, marrom ou preto. Quando as pessoas vestem vermelho escuro ou marrom, isso significa que recém perderam um parente próximo. A cor preta ou azul escuro demonstra a dor prolongada pela perda de uma pessoa amada como os pais, filhos ou companheiro. Adinkra significa adeus.

Originalmente esses símbolos eram usados para enfeitar o vestuário destinado às cerimônias fúnebres. Os desenhos eram feitos recortando-se os simbolos em cacos de cabaça, para usá-los como carimbos sobre os tecidos. Posteriormente, os tecidos Adinkra passaram a ser usados por líderes espirituais em cerimônias e rituais. Evitava-se usá-los no dia a dia, também pelo fato de que a tinta desbotava ao lavar. No séc 17 foi introduzida no Imperio Ashanti (Akan) e diziam que um homem Ota Kraban foi a Gyman,reino vizinho e trouxe o primeiro tear. A partir de então designou-se como tarefa maculina a urdidura e a estamparia (hoje isso mudou,a estamparia também é feita por mulheres, mas o tear continua sendo masculino)

A tinta empregada para tingir era extraida da árvore kuntunkuni e a clara de ovo auxiliava no brilho. Esses símbolos além de serem usados em estamparias de roupas e tear eram entalhados nos banquinhos dos imperadores Ashantis. Ainda que hoje em dia diferentes símbolos sejam empregados em roupas podendo representar sentimentos particulares à escolha de quem usa, cabe ao imperador uma estampa exclusiva. Atualmente, os tecidos Adinkra são usados pelos ganenses em diversas ocasiões, tais como casamentos, batismos e rituais de iniciação. Além de serem usados sobre tecidos, também se aplicam nas paredes, na cerâmica e nos logotipos.

Vamos conhecer alguns símbolos Adinkras e seus significados:
Verdade
Sinceridade
Sabedoria
Paz
Olho do amor
Esperança EntendimentoDuas cabeças pensam melhor do que uma Dois bons AmigosConfiança em Deus EsperançaDeus zela por todos Dinamismo/Versatilidade União nas relaçõesDemocracia e UnidadeAmor Seguro Humanidade ForteAdaptabilidadeHarmonia
Compreensão
Paciência e Tolerância
Prudência
Coragem, bravura e heroísmo
No video abaixo podemos observar algumas pessoas de uma mesma família trabalhando com Adinkras

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