domingo, 3 de março de 2013

Estamparias africanas

 


Os tecidos são lisos ou estampados, os bordados são rebordados com linhas e com pedras de vidro. Confeccionam roupas longas e gorros. A inventividade do bordado com pedras de vidro está muito espalhada nas populações da República da Nigéria. Os suportes para abanos, crinas e rabos de animais, também decoram com pedras de vidro, canudilhos e cauris.
Os tecidos e o vestuário chegaram a um desenvolvimento plástico considerável em zona de cultura urbana, assimilando muitos elementos daindumentária islâmica e outros introduzidos pelos europeus colonialistas. O tear horizontal, permitiu a confecção variada de tiras que posteriormente se juntam longitudinalmente para formar tecidos maiores. Deste tipo de confecção o mais característico é o chamado Kente, entre os Ashanti. Ainda entre estes tecidos está o estampado chamado Denkira, com figuras diferentes que se combinam para estruturar um desenho ou determinar um motivo fundamental. Os desenhos são imersos em uma tintura vegetal e impressos em tecido branco estendido em uma almofada.
O Alaká africano, conhecido como pano da costa no Brasil é produzido por tecelãs do terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá em Salvador, no espaço chamado de Casa do Alaká.Os tecidos e o vestuário chegaram a um desenvolvimento plástico considerável em zona de cultura urbana, assimilando muitos elementos daindumentária islâmica e outros introduzidos pelos europeus colonialistas. O tear horizontal, permitiu a confecção variada de tiras que posteriormente se juntam longitudinalmente para formar tecidos maiores. Deste tipo de confecção o mais característico é o chamado Kente, entre os Ashanti. Ainda entre estes tecidos está o estampado chamado Denkira, com figuras diferentes que se combinam para estruturar um desenho ou determinar um motivo fundamental. Os desenhos são imersos em uma tintura vegetal e impressos em tecido branco estendido em uma almofada.

 



Uma das maiores técnicas de estamparia artesanal se encontra na África, onde durante milhares de anos processos de estampar nasceram ou foram assimilados de outros povos antigos. Considerando a sua imensa extensão territorial, a África oferece uma diversidade de criação muito grande na estamparia têxtil à qual dá-se o nome debatik.
Muito tem-se dito que tal introdução parte dos deuses da mitologia africana, em que dizia-se que os africanos nunca partiram em busca de descobrimento por temerem os deuses dos mares.
Com a chegada dos  colonizadores europeus à Costa Africana, as populações tribais os  personificaram como deuses, primeiramente por terem vindo de um lugar longínquo, temido pelo povo – o ilê dos deuses - e por último, a tonalidade alva de sua pele, completamente diferente da pele negra genuinamente africana.
Após a chegada, esses colonos (europeus), trouxeram oferendas para os reis, como forma de selar uma nova e futuras relações entre os povos.Entre essas oferendas, estavam incluídos os panos batik, peças artesanais desconhecidas dos povos africanos, que vestiam-se na maior parte de peles de animais, e alguns tecidos manufacturados (muito poucos).
Só a realeza é quem tinha acesso aos panos, mas com o passar dos anos, não se sabe o porquê, o seu uso generalizou-se.
O batik Africano recorre a amarrações do tecido envolvendo pedras, grãos, sementes e pequenos objetos - bolas de gude, botões, pérolas, contas, tampas plásticas , rolhas e até restos de fios e linhas - para deixar marcas com diferentes formatos após os banhos de cor  em grandes caldeirões de tingimento.
Os novos motivos introduzidos espelhavam o quotidiano africano:
 
Cenas de caça e de guerra;                      
Máscaras e adornos corporais;
Religião  e política;
Esculturas, pinturas, danças;
Valores étnicos e morais.
Os motivos dos panos variam nas cores e matizes roxo, rosa, verde, preto, ouro, cinza, castanho, azul, vermelho, terra-cota, prata, branco e amarelo, cada uma com um significado em paticular.
Os colonos, não só introduziram os panos, como também as técnicas manufacturadas para a fabricação deles, tanto a tecelagem, como o processo de impressão ou estampagem, onde mergulhava-se os desenhos em tintura vegetal e eram impressos em panos brancos de algodão, estendidos ao comprimento.
O povo Akan (tribo originaria do Ghana), tem contribuído imenso na fabricação dos tecidos africanos- Kente – hoje tido como ícone do património cultural africano no mundo.
O kente é identificado pelos seus deslumbrantes e multicoloridos padrões de cores brilhantes, formas geométricas e desenhos ousados (típicos do povo africano). 
O Kente caracteriza-se pela trama tecida em todos os modelos disponíveis, chamado de ponto de tafetá adweneasa.
O kente ou pano africano é apreciado no mundo todo. É é também, graças  às habilidades tribais na  sua produção, que  hábitos e costumes do continente são conhecidos no exterior.
Este fabrico levou a distinção de tribos e grupos etários dentro destas por meio da cor e estampas – estas, produzem os panos nas suas aldeias e o trabalho é executado por mulheres e crianças – a produção não é exclusivamente interna, como também é um meio usado como sustento.
Os panos só passaram a fazer parte da cultura do povo africano, quando este começou a produzi-lo, adaptando-o às suas necessidades e gostos.
Países como o Ghana, Kenya, Nigéria, Namíbia, Benin, Costa do Marfim, Congo, Moçambique e África do Sul, são grandes produtores do pano africano manufacturado e industrializado.   
Existem países em África em que o uso do pano é cosiderado um elemento essencial para asua identificação cultural.
textos retirados dos sites :http://coresdafricabrasil.arteblog.com.br/330841/BATIK-NO-KENTE-A-BELEZA-E-O-COLORIDO-DAS-ESTAMPARIAS-AFRICANAS-NOS-TECIDOS-E-NAS-TEXTURAS/    e    http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_da_%C3%81frica

Um comentário:

Ita Arruda disse...

Arte! Divina arte! Lindo cheio de encanto e de glamour,nós remete a alegria e o trazer da vida!